terça-feira, 16 de abril de 2019

A vidar


Quando venta, sou o vento,
passeando por todo lugar,
indo por aí a fora.



Sou o meneio do mar,
brisa que se demora.

Se chover, sou a chuva,
levando vida a cada ser,
numa abundância sonora.

Sou a fonte de prazer,
a cascata que namora.

Anoitece, e sou a noite,
amainando o furor,
adormeço toda dor.

De manhã, sou açoite,
renovado o eu vigor.

Sou a vida a vidar,
lá, aqui, acolá,
vivendo em todo lugar.

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